segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

mudança no estilo de vida

Algumas pessoas acham que não vale à pena modificar o estilo de vida justificando que preferem viver do seu jeito e caso venham a ter um problema, aí então vão se cuidar, tomar remédios e tal. Nada mais errado. A sabedoria popular já diz que “é melhor prevenir que remediar”.  Vamos ver estes números:


Sobre o risco de morte:

  • Parar de fumar                                        redução de 50%
  • Fazer atividade física regular                redução de até 30%
  • Dieta adequada                                      redução de até 40%
  • Consumo baixo de álcool                      redução de 15%

Compare agora com a redução de risco de morte após o primeiro infarto:


  • Usar medicamentos para pressão          redução de até 25%
  • Usar AAS                                                    redução de 20%
  • Usar remédio para o colesterol                redução de 20%



Está claro o que é mais vantajoso evitar o primeiro, isto sem falar no preço e acesso aos medicamentos e tratamentos necessários após um evento cardíaco e ainda conviver com as sequelas. Evitando o primeiro, a qualidade de vida está mais assegurada.


Alguma dúvida?


  • Comece logo a mudar seu estilo de vida:
  • Atividade física regular de pelo menos 30 minutos (sem interrupção) na maioria dos dias da semana
  • Parar de fumar
  • Diminuir o consumo de álcool para quem já bebe
  • Emagrecer para o peso ideal ou perder de 10 a 20% do peso para quem já é obeso
  • Dieta pobre em gorduras, massas e açúcares e rica em peixes, frutas, vegetais e fibras.

Infarto. Posso prevenir?

Na primeira metade do século 20 não se tinha idéia do porque que as pessoas sofriam um infarto. Achava-se até que era má-sorte. Porém, depois que dos resultados de um estudo na cidade de Framingham (USA), em que milhares de cidadãos foram acompanhados durante várias décadas, passamos a conhecer o que estava por trás desta doença. 


Observou-se que aquelas pessoas que tinham determinado hábito, ou desenvolviam determinada condição física, ou tinha certa dosagem sanguínea apresentavam mais ataques cardíacos. A partir de então começamos a conhecer os fatores de risco, estas condições que afetavam a chance da pessoa ter ou não ter complicação cardíaca. Alguns são modificáveis e outros não.

Fatores de risco para doença cardiovascular:
  •     Idade
  •    Sexo masculino
  •    Tabagismo
  •    Colesterol alto
  •    Pressão alta
  •    Diabetes
  •   Sedentarismo
  •   Obesidade
  •   Dieta rica em gorduras
  •   História na família de infarto e outras doenças circulatórias

Então, todos nós devemos ter conhecimento sobre nossos fatores de risco e a partir daí aumentar os cuidados com a saúde. 


Recomendam-se a partir dos 20 anos a avaliação dos fatores de riscos individualizados e a manutenção de periodicidade de reavaliação a cada 05 anos até chegar aos 40 anos ou a cada 02 anos se algum fator de risco estiver presente. 


Ainda não é possível evitar completamente que aconteça um infarto, porém se fizermos a nossa parte, paciente e médico, estaremos diminuindo muito esta possibilidade. Então vamos lá: PREVENÇÃO É SAÚDE E VIDA.