terça-feira, 26 de junho de 2012

UNIMED

Contrato assinado com a UNIMED SUL DO PARÁ para atendimento de seus usuários e do sistema nacional UNIMED. Na primeira etapa estaremos disponibilizando consultas cardiológicas, eletrocardiogramas, testes ergométricos e ecocardiogramas.

Começaremos o atendimento na semana que vem.

sábado, 23 de junho de 2012

Época da residência médica em Ecocardiografia

Deu muita saudade dos colegas da época de residência com a publicação, no site do nosso orientador e formador Prof. Dr. Wilson Mathias Jr., das listas dos formados no início dos anos 90.

http://www.wilsonmathiasjr.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=86&Itemid=118

terça-feira, 19 de junho de 2012

entrevista no blog do Hiroshi (www.hiroshibogea.com.br)



O cardiologista Manoel Cláudio Veloso é filho do ex-prefeito de Marabá, Geraldo Veloso, que morreu quando iniciava o segundo mandato de uma reeleição que lhe consagrou com um dos prefeitos mais queridos do município, em todos os tempos.
Depois de passar quase dez anos no Sul do país, mais precisamente residindo e trabalhando em Curitiba, Manoel  retornou à terra natal acompanhado da família, para dar prosseguimento à luta que seu pai,  médico pioneiro do antigo Sesp, Serviço de Saúde Pública Federal, dedicou a favor da saúde da população do município.
O cardiologista está montando sua clínica, na Cidade Nova, onde pretende dedicar-se, além de atender pacientes em unidades clinicas públicas.
A seguir, entrevista que Manoel Cláudio Veloso concedeu ao blog, falando de uma série de questões na área de saúde.


Quais são as principais doenças do coração? 
As doenças cardiovasculares que afetam tanto o coração quanto os vasos sanguíneos (veias e artérias) classificam nosso país entre os 10 mais na incidência destas doenças. O infarto do coração, a insuficiência cardíaca e a pressão alta são as mais importantes.
O que se pode fazer para evitar essas doenças?
Adotar um estilo de vida que priorize a atividade física e a alimentação saudável, reduzir as situações estressantes, abandonar o cigarro, reduzir a bebida alcoólica e se informar sobre seus fatores de risco.

A incidência do infarto agudo do miocárdio é de quatro a cinco vezes mais comum nos homens e pessoas com mais idade. Por quê?
Não é mais realidade a grande diferença de infartos entre homens e mulheres. Na década de setenta em um grupo de dez infartados, um era mulher. As estatísticas atuais demonstram que para cada grupo de dez, hoje são quatro mulheres. As causas do aumento da incidência no sexo feminino vem na esteira da maior participação da mulher no mercado de trabalho, com consequente aumento de estresse pela sua tripla jornada de dona-de-casa, mãe e trabalhadora, além do aumento de hábitos tradicionalmente mais masculinos como consumo de bebidas alcóolicas e tabagismo. Quanto aos idosos, naturalmente o organismo gradativamente piora sua vitalidade e as doenças vasculares acompanham este decréscimo na saúde.

As “bombas” podem provocar doenças do coração?
O uso de anabolizantes esteroides compromete a saúde de maneira devastadora. As repercussões sobre o sistema cardiovascular incluem aumento de pressão e redução drástica do colesterol HDL (chamado bom colesterol) que participa da proteção vascular ao dificultar o entupimento do vaso sanguíneo. Por estas causas, existe um aumento significativo no número de infartos em jovens abaixo dos 35 anos, relacionados ao uso de bombas, especialmente populares nas academias de musculação.

É muito difícil as pessoas mais jovens morrerem de doença do coração?
É mais difícil que as mais velhas pelo simples motivo de maior desgaste das estruturas do sistema circulatório com o passar do tempo. Porém a quantidade de casos em pessoas mais jovens cresceu bastante, principalmente pelo estilo atual de vida que privilegia o sedentarismo, o estresse elevado, a alimentação inadequada, a poluição, o aumento do uso de drogas ilícitas e anabolizantes e aumento do tabagismo entre mulheres jovens e que utilizam anovulatórios orais.

Quais os fatores de risco do infarto?
Tradicionalmente existem cinco fatores maiores: a genética, o colesterol elevado, o diabetes, a hipertensão arterial e o tabagismo. Algumas autoridades da Saúde Pública mundiais já entendem que um sexto fator deveria fazer parte destes: o sedentarismo. Existem fatores ditos menores que compreendem: o ácido úrico alto, a obesidade, o stress, o aumento de triglicérides e falta de atividades físicas.

Na sua visão, qual é o panorama da cardiologia no Pará?
A cardiologia no Brasil é muito valorizada na comunidade internacional. Temos uma sociedade de especialidade (Sociedade Brasileira de Cardiologia – www.cardiol.br) tida como uma das mais avançadas do mundo. Ela promove a diminuição de desigualdades de qualidade da assistência em todo nosso território nacional. Como não poderia deixar de ser, a nossa prática cardiológica e estrutura de atendimento no Estado tem melhorado muito. Em Belém já contamos com todos os métodos diagnósticos necessários, equipamentos e profissionais da área de hemodinâmica (responsáveis pelos procedimentos endovasculares, como angioplastias e cirurgias não convencionais), bons cirurgiões cardio-vasculares e UTI’s pós-operatórias e unidades coronarianas para suporte de retaguarda.
É claro que precisamos avançar em excelência, pois todo resultado que não seja o sucesso do tratamento deve ser evitado. Para isso, acredito que necessitamos de estruturas acadêmicas mais fortes na área de cardiologia para promover e dinamizar este conceito de busca da perfeição. Já em Marabá, a estrutura é preocupante. Não dispomos de todos os métodos diagnósticos, não dispomos de serviço de hemodinâmica (cateterismo), não dispomos de cirurgia cardíaca, nossos leitos de UTI são escassos e nossa estruturação para o atendimento de emergência e urgência está abaixo da crítica.

Você passou um bom tempo trabalhando em Curitiba e especializando-se nas melhores clínicas cardiológicas do país. Pode fazer um relato das especialidades e experiências adquiridas no Sul do país?
Minha formação cardiológica é de São Paulo, do Hospital Unicór, que na época (década de 90) era o terceiro hospital privado em reconhecimento de qualidade da cidade, berço de grandes nomes que hoje integram a ponta da cardiologia nacional, como o Dr. Expedito Ribeiro (expoente da Hemodinâmica no Brasil) e o Dr. Wilson Mathias, hoje chefe do setor de ecocardiografia do INCOR-SP, com quem tive o privilégio de aprender a sub-especialidade de ecocardiografia (ultra-som do coração), sendo participante de sua primeira turma de residência em 1993-94.
Em Curitiba trabalhei no Hospital Vita e no Hospital Cardiológico Costantini, além de clínica privada. Aprimorei meus conhecimentos trabalhando na urgência e UTI coronariana, além de desempenhar papel de principal médico no setor de ecocardiografia no Vita. Fui médico regulador da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná durante três anos, que me capacitou para melhor entender a dinâmica da saúde pública, especialmente relacionada ao atendimento de urgência e emergência.
Após 22 anos de profissão, me sinto preparado para contribuir com nossa cidade e região para a melhoria do atendimento aos nossos concidadãos, quer seja na clínica privada, quanto na pública.

E agora decidiu retornar a Marabá, montando sua clínica, a  Cardio Check-Up.  Fale um pouco sobre a Clínica, o que ela pode oferecer a pacientes cardíacos ou a tratamentos de prevenção.
Minha preocupação inicial, frente ao desalentador cenário de Marabá, é investir e promover a conscientização sobre prevenção. Já que não dispomos de estruturas adequadas de maior complexidade, devemos nos concentrar no básico. É claro que também estaremos prontos para os tratamentos daqueles que já estiverem doentes. Estamos gradativamente nos equipando e tencionamos, em curto prazo, oferecer todos os recursos de diagnóstico ambulatorial na área.
Nesta primeira fase, pretendemos nos estabelecer como clínica cardiológica, estabelecendo o maior número de parcerias e convênios para estender o atendimento ao maior número de pessoas. Se tudo caminhar bem, o passo seguinte será na área de reabilitação e condicionamento cardiovascular. Na terceira etapa de planejamento, o estabelecimento de estrutura de pronto-atendimento cardiológico e então finalmente a estruturação de atividade de intervencionismo (cateterismo cardíaco) com retaguarda de internação e unidade coronariana. Estas três últimas etapas ainda fazem parte do sonho, mas a vida se faz é disso, não é?

O Hospital Regional Geraldo Veloso já está estruturado para fazer cirurgias  cardíacas?
Ainda não. As obras de ampliação já se iniciaram e ao que me parece, o cronograma estabelece o final do ano para sua conclusão. Daí, a direção estaria liberada para trazer os cirurgiões, montar esquipe de pós-operatório e a equipe de hemodinâmica.

Quando Marabá estará plenamente atendida com clínicas de alta complexidade capazes de sanar demandas históricas na área de cardiologia?

Pergunta difícil de responder. Primeiramente falo dos hospitais: existe a realidade da construção do anexo no Hospital Regional Dr. Geraldo Veloso, com a possibilidade de em 2013 já contarmos com este serviço cardiológico de alta complexidade. Existe o esforço da UNIMED na reforma e construção de seu hospital, com a inauguração ainda este ano da UTI geral e na finalização do projeto de ampliação que prevê área de complexidade cardiológica. Não sei quais os prazos previstos nesta empreitada.
Sobre os prontos-socorros: temos o Dr. Rubens Ruela com seu atendimento nas Clínicas Reunidas que poderá trilhar para alguma resolutividade de urgência e emergência cardiológica, além do pronto socorro Cidade Nova, do Dr. José naves, anexo ao Hospital Unimed que poderá usufruir de sua proximidade. Infelizmente o nosso pronto-socorro municipal do HMM depende de mudança de gestão que realmente modifique seu perfil e da definição do papel das futuras unidades U.P.A. (unidades de pronto atendimento com financiamento do Governo federal, que já estão sendo construídas). O que vai caber para cada unidade e do PS municipal nesse jogo, dependerá da política pública municipal e provavelmente ficará para o próximo governo esta definição. Eventualmente, poderá acontecer um salto enorme na resolutividade dos casos de urgência e emergência caso se resolva o problema crônico de gestão, especialmente se houver estreitamento de parceria com o Governo Estadual e seu Hospital Regional.
Sobre as clínicas cardiológicas: o Incor Marabá, do Dr. Glicério Junior, que já contabiliza mais de dez anos de atividade, possui capacidade de diagnóstico clínico quase completo e potencial para desenvolver mais rapidamente ascensão à maior complexidade, além de área física compatível. Quanto às outras clínicas, todas ofertam serviços na faixa básica de diagnóstico ambulatorial e possuem a característica de serem conduzidas praticamente por seus proprietários: a Cesar’s Cor do Dr. César Montes, o Prontocárdio do Dr. David Tozzeto, a clínica Previne do Dr. Eder Alexandre e a minha clínica Cardio check UP.
Somos poucos médicos cardiologistas na cidade. Além dos já citados, contamos ainda com o Dr. Alexandre Rocha, o Dr. Fredson Roberto e o Dr. Carlos André prestando serviços por aqui. Isto é preocupante, pois, fazendo uma conta rasa, existe um cardiologista para cada trinta mil pessoas! Precisamos atrair mais profissionais da área para cá, inclusive da especialidade de cardiologia pediátrica, além das necessidades futuras de hemodinamicistas e cirurgiões cardíacos para comporem as unidades de alta complexidade que estão projetadas.

domingo, 3 de junho de 2012

Orientações sobre o Teste Ergométrico

O Teste Ergométrico, também chamado de Teste de Esforço ou Ergometria é um exame diagnóstico em Cardiologia que consiste na realização de um estresse físico previamente programado e individualizado, com a intenção de avaliar a resposta do coração, da pressão, da respiração e da circulação ao esforço.
O exame permite que o médico avalie a presença de arritmias cardíacas e alterações circulatórias produzidas pelo esforço, verifique se existe isquemia miocárdica (falta de oxigenação no músculo do coração), tenha noção da capacidade funcional (medida do grau de preservação da capacidade do indivíduo para realizar atividades de vida diária), estime o prognóstico das doenças cardiovasculares, auxilie a prescrição de exercícios e verifique os resultados de intervenções terapêuticas como angioplastias e cirurgias.


Orientações para a realização do Teste

ANTES
Avise se estiver gripado ou se estiver com alguma infecção de início recente. Não se recomenda realizar o exame em caso de infecções agudas, gripe ou estado febril, assim como em caso de enxaqueca, período menstrual, diarreia, gestação, problemas de coluna ou ortopédicos que impeçam a caminhada rápida.
Preserve o horário do sono na noite anterior.
Informe sobre os medicamentos que está usando e se foi orientado pelo seu médico para suspender ou não alguns destes abaixo:

Nitratos: Suspender 1 dia antes 
mononinitrato de Isossorbida (Monocordil®, Cincordil®, Sustrate®), dinitrato de isossorbida(Isordil®).

Betabloqueadores : Suspender 3 dias antes 
propranolol (Inderal®), nebivolol (Nebilet®), metoprolol (Selozok® ou Seloken®), atenolol (Ablok®, Ablok plus®, Angipress®, Atenol®, Rebaten®, Tenoretic®, Diublok® e outros), bisoprolol (Concor®, Biconcor®), carvedilol (Divelol®, Ictus®, Cardilol® e outros).

Bloqueadores dos canais de calcio: Suspender 3 dias antes 
anlodipina (Pressat®, Cordarex®, Sinergen®, Diovan Amlo®, PressPlus® e outros) verapamil (Dilacoron®), diltiazem (Diltizem®, Cardizem®, Balcor®).

Digitais: Suspender 7 dias antes
Digoxina®, Digitoxina®, Lanoxin® e outros.

Antiarritmicos:
Suspender por 3 dias: sotalol(Sotacor®).
Suspender 15 dias antes: amiodarona (Miodaron®, Ancoron®, Atlansil®).

Não suspender a medicação para: asma, diabetes, problemas neurológicos, labirintite ou tireoide; os pacientes diabéticos não necessitam suspender a insulina se estiverem usando.
Os pacientes com pressão alta (hipertensão arterial) que irão suspender as medicações, caso não se sintam bem nos dias em que a medicação foi suspensa ou caso apresentem elevação da pressão arterial, entrar em contato com o  seu medico que solicitou o exame.
Não coma, beba, fume ou tome cafeína 2 horas antes do teste. Também não realize o exame em jejum. Faça uma refeição leve. Evite café, refrigerantes, grandes quantidades de açúcar ou chás.
Evite bebidas alcoólicas 24 horas antes do teste.
Não pratique exercícios no dia anterior e no dia do teste.
Não passe creme (hidratantes ou protetores solares), não utilize sabonetes hidratantes, perfumes, pomadas ou talco no tórax no dia anterior e no dia do exame.
Traga uma toalha de rosto.
Use tênis ou sapato confortável com solado de borracha.
Se vista com roupas apropriadas como shorts, calções ou bermuda, calça de agasalho, top de ginástica ou sutiã para mulheres. Não use vestido.
Traga presilhas ou elástico para prender o cabelo.
Não usar correntes de metal no pescoço. Não trazer joias ou relógios, com exceção de alianças.
Menores de 18 anos deverão estar acompanhados de um responsável.
Comparecer 15 minutos antes do horário marcado e avisar com a maior antecedência possível caso não possa comparecer ao exame.


DURANTE
Após a limpeza da pele e do seu preparo apropriado serão colocados eletrodos em seu tórax para monitorização da frequência cardíaca.
Poderá ser necessária a raspagem de pelos no tórax para a obtenção da monitorização cardíaca. Informe previamente se não concordar com este procedimento.
Você receberá explicações de como usar a esteira.
Durante o teste informe ao médico sobre qualquer sintoma que possa apresentar como: desconforto ou dor no peito, falta de ar, fadiga intensa, tontura ou dor nas pernas.
O teste termina quando você cansar, portanto informe ao médico quando estiver com fadiga muito intensa.
Durante o teste sua pressão e frequência cardíaca serão verificadas.


APÓS
Retorne as suas atividades normais.
Recomenda-se que não exponha o tórax desprotegido ao sol, até 72 horas após o exame, pois pode surgir irritação da pele, no local da colocação dos eletrodos.
Pergunte ao médico se pode tomar os medicamentos de rotina ou aqueles que interrompeu antes do teste.
Agende uma consulta com seu médico assistente para apresentar o exame e receber orientações, pois, o resultado do exame auxiliará no planejamento do seu tratamento ou na solicitação de outros exames complementares.



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Unimed vem aí

Finalizando o contrato com a UNIMED SUL do PARÁ na área de cardiologia clínica. Em breve iniciaremos o atendimento a consultas cardiológicas e exames.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Aparelhos de pressão digitais: qual o melhor?

esfigmomanometro antigo


Eu acredito que os aparelhos automáticos e de braçadeira são melhores e mais confiáveis.
abaixo sugiro um link para o texto do blog cardiologia sem fronteiras que achei muito bom.



Acesse e confira.

Quanto menos sal melhor

A preocupação com a quantidade de sal que o brasileiro consome é tanta que no final do ano passado o ministro da Saúde, Alexandre Padilha assinou a ampliação do acordo voluntário com associações da indústria para a redução da quantidade de sódio em alguns alimentos. Com este acordo o Ministério da Saúde estima que retirará do mercado, até 2014, 1634 toneladas de sódio

Reduções previstas: Pão francês (2,5%), bolos prontos (7,5% a 8%), biscoitos doces e salgados (7,5% a 19,5%) e maionese (9,5%) até 2014 para atingir estas metas. Batatas fritas (5%), batatas palhas (5%), mistura para bolos (8% a 8,5%) e os salgadinhos de milho (8,5%) terão até 2016 para se adequar.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que a ingestão diária de sal seja de 5 gramas por dia. “A média do povo brasileiro é de 12 gramas. Por isso, temos que atacar em várias frentes para reduzir a ingestão de sódio desses alimentos. Uma delas é a indústria produzir produtos mais saudáveis”, afirmou o ministro.

Fonte: G1

Ginástica desacelera a perda da saúde no idoso

Praticar exercícios físicos regularmente, pelo menos 150 minutos na semana, garante estabilidade física ao idoso por 15 anos, com manutenção da força, do equilíbrio e da flexibilidade – habilidades que começam a entrar em declínio já a partir dos 50 anos. Essa é a conclusão de um levantamento do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs) que foi iniciado em 1997 e concluído no final de 2011, após mais de 5 mil avaliações.
Os dados colhidos ao longo do período passaram a compor um grande banco de dados a partir do qual os pesquisadores desenvolveram critérios de avaliação física voltados especificamente para idosos. Outro resultado dos 15 anos de coleta de informações foi o desenvolvimento de um programa de exercícios especial para esse público: o Senior Fit, que propõe um revezamento entre atividades aeróbicas, de força, de equilíbrio e de flexibilidade.
A proposta é que o idoso faça uma atividade orientada por profissionais três vezes por semana e que pratique exercícios em casa nos outros quatro. A Organização Mundial da Saúde recomenda, com base em estudos científicos, que o idoso dedique pelo menos 150 minutos a atividades físicas por semana. As informações são do Jornal da Tarde.
Fonte: Agência Estado

copiado do blog do Knobel
http://www.knobel.com.br

quinta-feira, 22 de março de 2012

Amostra do out-door da clínica

O que acharam?

Atividade física e qualidade de vida

A inatividade física (sedentarismo) assim como o tabagismo, a hipertensão arterial e o colesterol elevado compõem os fatores de risco causadores de importantes doenças cardiovasculares, principal problema de saúde atual. 
A idéia da relação entre atividade física e saúde não é recente: foi mencionada pelos filósofos gregos e romanos, entretanto, somente a partir dos anos 50, ao se pesquisar quais doenças atingiam os funcionários aposentados, da companhia de ônibus (motoristas) de Londres, comparadas com os dos correios, concluiu-se que os motoristas tinham o dobro de doenças do coração do que os carteiros. 

Hoje sabemos que o baixo nível de atividade física é um importante fator no desenvolvimento de doenças crônico degenerativas, como obesidade, diabetes tipo II, hipertensão arterial, angina/infarto do miocárdio, osteoporose e vejam só, do câncer de mama e do reto. Inversamente, a atividade física isoladamente pode reduzir o risco de desenvolvimento dessas doenças crônicas, além de aumentar a expectativa de vida e evidente melhor controle do peso corporal. 
Constatações recentes têm demonstrado que estes benefícios ocorrem mesmo entre os indivíduos sedentários ou incapacitados e que se tornaram mais ativos, e nos idosos, que passaram ter uma vida fisicamente independente com menor risco de quedas, melhor estado de humor, aliviando os frequentes sintomas de depressão e ansiedade, enfim elevando os padrões de saúde e qualidade de vida dessa crescente população.

Avaliações dos RH (recursos humanos) de empresas que adotaram programas de atividade física por alguns minutos, durante o trabalho para seus funcionários, mostraram redução na falta ao trabalho, nos custos médicos e com aumento na produtividade. Evidências científicas tem reforçado que um estilo de vida ativo desde a infância traz vários benefícios desde melhor rendimento escolar, menos faltas às aulas, até melhora no relacionamento com os pais e aumento da responsabilidade em geral.

Quanto de exercícios semanais é necessário?

Exercício é uma faca de dois gumes! atual controvérsia é a de que pode parecer melhor não se exercitar a fazer exercícios físicos esporadicamente. Estudos concluíram que atividade física esporádica (vez ou outra por mês) se for intensa pode ser o gatilho de complicações cardíacas. Pesquisa realizada com seis milhões de membros de academias nos EUA, durante dois anos, foram constatadas 66 pessoas mortas e desse total, mais de 70% exercitava-se somente uma vez por semana e tinham algum antecedente cardiológico não controlado.

O mesmo risco pode ocorrer nas atividades físicas intensas (maratona, triatlo, etc...) de quem tem histórico de doenças cardíacas, porque essas pessoas, obrigatoriamente, devem fazer acompanhamento médico especializado com exames regulares, para que o exercício não seja danoso. Numa condição dessas, o melhor a fazer são atividades físicas como caminhadas leves ou moderadas.

O respeito aos limites é algo que deve ser sempre lembrado na hora de praticar qualquer atividade física. Ao entrar numa academia ou participar de grupo de corridas ou até se quiser fazer seu esporte de lazer, faça a avaliação médica prévia especializada. Mantenha os limites que seu médico indicou. Como regra geral recomendamos exercícios aeróbicos por 4 vezes semanais ao redor de 60 minutos/vez : corrida ou bicicleta ou natação, associados a exercícios de fortalecimento muscular e de equilíbrio, por duas vezes de 15 a 20 minutos, a mais ou dentro dos 60 minutos. Sintomas como falta de ar, dores do peito ou costas, tonturas, palpitações ou outras manifestações fora do habitual durante ou após a atividade física, devem ser comunicados ao seu médico.

Concluindo, estimulemos a atividade física para todos e em qualquer idade, após avaliação médica mínima. A avaliação médica prévia deve ser no mínimo consulta e eletrocardiograma, e se houver familiares diretos com doenças cardíacas ou se for fazer atividade intensas ou esportivas, faça o teste ergométrico com presença de cardiologista (o que é de lei). Finalmente como vimos hábitos de vida saudáveis garantem boa qualidade de vida e longevidade. 


Fonte: Sociedade Brasileira de CardiologiaColaboração: Nabil GhorayebCardiologista e médico do esportewww.cardioesporte.com.br

segunda-feira, 19 de março de 2012

Uso prolongado de remédio para colesterol reduz placa de gordura

Trabalho científico publicado em 2011 pela Universidade de Washington, mostra em imagens de ressonância magnética das carótidas, a redução do tamanho das placas ateroscleróticas, após terapia medicamentosa de cerca de 03 anos com atorvastatina.

Complementando a dieta e exercícios, os medicamentos para colesetrol são de grande auxílio na redução da doença aterosclerótica (obstrução de vasos sanguíneos).

adaptado do site: www.echotalk.blogspot.com.br

Teste para avaliar sua dependência de nicotina

Responda as questões e calcule sua dependência do cigarro. Este é o Teste de Fagerström que orienta os profissionais a tratar a doença tabagismo. Quanto mais alta sua dependência (acima de 5 pontos), mais provavelmente haverá necessidade de auxílio medicamentoso.

a. quanto tempo após acordar você fuma o primeiro cigarro?
  • nos primeiros cinco minutos (3 pontos)
  • de 6 a 30 minutos (2 pontos)
  • de 31 a 60 minutos (1 ponto)
  • mais de 60 minutos (nenhum ponto)
b.você acha difícil não fumar em lugares proibidos?
  • sim (1 ponto)
  • não (nenhum ponto)
c.qual cigarro do dia lhe traz mais satisfação?
  • o primeiro da manhã (1 ponto)
  • outro (nenhum ponto)
d.quantos cigarros você fuma por dia?
  • menos de 10 cigarros (nenhum ponto)
  • entre 11 e 20 cigarros (1 ponto)
  • entre 21 e 30 cigarros (2 pontos)
  • mais de 31 cigarros (3 pontos)
e. você fuma mais frequentemente pela manhã?
  • sim (1 ponto)
  • não ( nenhum ponto)
f.você fuma mesmo doente, quando precisa ficar de cama a maior parte do tempo?
  • sim (1 ponto)
  • não (nenhum ponto)

RESULTADO:

de zero a 2 pontos: muito baixa dependência
de 3 a 4 pontos: baixa dependência
5 pontos: média dependência
entre 6 e 7 pontos: alta dependência
entre 8 e 10 pontos: muito alta dependência

terça-feira, 13 de março de 2012

VSCAN na cardio check up

Já estamos usando o ultra-som super-portátil da GE na clínica. Com ele a avaliação inicial de cada paciente fica mais completa. Trata-se de um equipamento de ultra-som que possibilita imagens em duas dimensões e  dos fluxos cardíacos em cores, em tempo real. Um diferencial para o atendimento.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

mudança no estilo de vida

Algumas pessoas acham que não vale à pena modificar o estilo de vida justificando que preferem viver do seu jeito e caso venham a ter um problema, aí então vão se cuidar, tomar remédios e tal. Nada mais errado. A sabedoria popular já diz que “é melhor prevenir que remediar”.  Vamos ver estes números:


Sobre o risco de morte:

  • Parar de fumar                                        redução de 50%
  • Fazer atividade física regular                redução de até 30%
  • Dieta adequada                                      redução de até 40%
  • Consumo baixo de álcool                      redução de 15%

Compare agora com a redução de risco de morte após o primeiro infarto:


  • Usar medicamentos para pressão          redução de até 25%
  • Usar AAS                                                    redução de 20%
  • Usar remédio para o colesterol                redução de 20%



Está claro o que é mais vantajoso evitar o primeiro, isto sem falar no preço e acesso aos medicamentos e tratamentos necessários após um evento cardíaco e ainda conviver com as sequelas. Evitando o primeiro, a qualidade de vida está mais assegurada.


Alguma dúvida?


  • Comece logo a mudar seu estilo de vida:
  • Atividade física regular de pelo menos 30 minutos (sem interrupção) na maioria dos dias da semana
  • Parar de fumar
  • Diminuir o consumo de álcool para quem já bebe
  • Emagrecer para o peso ideal ou perder de 10 a 20% do peso para quem já é obeso
  • Dieta pobre em gorduras, massas e açúcares e rica em peixes, frutas, vegetais e fibras.

Infarto. Posso prevenir?

Na primeira metade do século 20 não se tinha idéia do porque que as pessoas sofriam um infarto. Achava-se até que era má-sorte. Porém, depois que dos resultados de um estudo na cidade de Framingham (USA), em que milhares de cidadãos foram acompanhados durante várias décadas, passamos a conhecer o que estava por trás desta doença. 


Observou-se que aquelas pessoas que tinham determinado hábito, ou desenvolviam determinada condição física, ou tinha certa dosagem sanguínea apresentavam mais ataques cardíacos. A partir de então começamos a conhecer os fatores de risco, estas condições que afetavam a chance da pessoa ter ou não ter complicação cardíaca. Alguns são modificáveis e outros não.

Fatores de risco para doença cardiovascular:
  •     Idade
  •    Sexo masculino
  •    Tabagismo
  •    Colesterol alto
  •    Pressão alta
  •    Diabetes
  •   Sedentarismo
  •   Obesidade
  •   Dieta rica em gorduras
  •   História na família de infarto e outras doenças circulatórias

Então, todos nós devemos ter conhecimento sobre nossos fatores de risco e a partir daí aumentar os cuidados com a saúde. 


Recomendam-se a partir dos 20 anos a avaliação dos fatores de riscos individualizados e a manutenção de periodicidade de reavaliação a cada 05 anos até chegar aos 40 anos ou a cada 02 anos se algum fator de risco estiver presente. 


Ainda não é possível evitar completamente que aconteça um infarto, porém se fizermos a nossa parte, paciente e médico, estaremos diminuindo muito esta possibilidade. Então vamos lá: PREVENÇÃO É SAÚDE E VIDA.